A importância de um SPDA

30/03/2019
Descargas Atmosféricas
Descargas Atmosféricas

 

As descargas atmosféricas tem sido assunto de grande preocupação nos últimos tempos. A possibilidade de Perda de vida humana, perda de valor econômico e falhas em equipamentos eletroeletrônicos, levam à busca de medidas eficientes de proteção.
 
Levantamento realizado pelo Grupo de Eletricidade Atmosférica (ELAT) do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) entre os anos de 2012 e 2017 apontam que em solo nacional caem anualmente uma média de 77.8 milhões de raios, número alarmante que coloca o Brasil no topo do ranking mundial. O estudo aponta ainda que a cidade de Santa Maria das Barreiras, localizada no estado do Pará apresenta maior volume de incidência de descargas atmosféricas, com valores próximos de 44.32 raios por quilômetro quadrado anualmente,  enquanto que a cidade de São Gabriel da Cachoeira no estado do Amazonas, tem a maior probabilidade de morte devido ao fenômeno, cerca de 20,63 mortes a cada 1 milhão de pessoas anualmente.
 
Os dados revelam também que o maior número de mortes ocorrem na zona rural, representando 25% do total, seguido por ocorrências dentro de residências (18%), próximas a veículos (10%), embaixo de árvores (8%), jogando futebol (7%), embaixo de cobertura (5%) e na praia (4%).
 
É nessa ótica, sob a perspectiva de perdas irreparáveis devido às descargas atmosféricas que surgem os Sistemas de Proteção Contra Descargas Atmosféricas (SPDA). Esses sistemas são responsáveis pela proteção de estruturas contra descargas diretas e indiretas e compõem-se basicamente de 4 elementos principais: captação, descida, aterramento e equipotencialização. Na figura abaixo é possível visualizar melhor os aspectos construtivos do sistema:
 
Elementos Construtivos SPDA - Sistemas de Proteção Contra Descargas Atmosféricas
Elementos Construtivos SPDA - Sistemas de Proteção Contra Descargas Atmosféricas

 

Note que acima da estrutura, no ponto mais elevado, encontram-se os captores, que como o próprio nome sugere, são responsáveis pela captação do raio, criando o melhor caminho para o mesmo em direção ao solo. Os captores podem ser do tipo Franklin, Gaiola de Faraday ou Esfera Rolante (Abordaremos cada um com maior detalhes em publicações futuras). A Descida promove o direcionamento do raio até o sistema de aterramento, que irá dispersar toda energia para o solo. O aterramento corresponde a uma das partes mais importantes desse sistema e por isso deve ser dada uma especial atenção durante seu dimensionamento. Por fim, a equipotencialização irá evitar a criação de "loops" entre os diversos sistemas de aterramento existentes no local. É de singular importância que se considere a equipotencialização de todas as partes metálicas próximas a estruturas, bem como das linhas de energia e sinal que nela adentram. 
 
Associado ao SPDA, devem ser consideradas Medidas de Proteção contra Surto (MPS), para fins de proteção das linhas de energia e de sinal. Essas medidas consistem, mas não se limitam à: blindagens magnéticas (blindagem espacial ou de linha), Dispositivos de Proteção contra Surtos (DPS) coordenados, interfaces isolantes e roteamento de linha.

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